Os pais da Rosa nasceram no estado de São Paulo e lá a tradição eram festejar os eventos juninos nas igrejas católicas ou nas escolas.
Nos dois ambientes costumávamos dançar quadrilha e nossos pais nos arrumavam cuidadosamente para tanto. Essa festa era muita esperada pelos nossos familiares e além das danças possuíam jogos como: argola, pesca, casa do coelhinho, tiro do alvo e bingo, que era jogado pelos avós.
Não podemos deixar de lembrar das comidas, elas eram maravilhosas: quentão para os mais velhos, pipoca e batata doce, pinhão, bolo de milho e muitos outros doces para as crianças. Em Mogi das Cruzes também tinha caldo de carne especial, chamado "afogado".
As festas eram momentos muito especiais e nelas encontrávamos amigos para dividirmos o frio que nesta época era bastante intenso.
Pais: Márcia Adriana e Antonio Correia Jr.
Aluna: Rosa Andrade Correia.
Isaac: Apesar de ter morado toda a infância em Fortaleza-CE, onde festas Juninas são típicas da região, participei de poucas destas festas, pois não tenho grandes aptidões na área da dança. Porém das poucas que participei, com certeza ficam gravadas na memória, até por ser uma atividade bem diferenciada do dia a dia. É fácil lembrar do bigode feito com lápis e costeletas também, juntamente com a roupa quadriculada característica e o chapéu caipira. O único problema era os calos nos pés das acompanhantes, de tanto serem pisoteadas.
Auriane: Minhas experiências iniciaram-se através de um grupo de dança, que ensaiava, basicamente lambada, e nas ocasiões das festas juninas, voltávamos o foco para as danças caipiras. Lembro que as roupas eram a maioria das vezes feitas pelas mãe se avós dos "dançarinos" e ficavam melhores do que as compradas em loja. Enfim, guardo na memória as melhores lembranças desses eventos e com carinho torço para a tradicional festa não cair no esquecimento do povo.
Pais: Isaac Newton de Castro Moreira e Auriane Boeze da Silva Moreira.
Aluna: Kailane Boeze da Silva Moreira.
As festas juninas de antigamente eram lindas, as crianças participavam na ornamentação, podia-se ajudar nas barracas da pipoca, pescaria e pinhão.
As famílias ficavam nas festas até de madrugada sem preocupar-se com a violência. As crianças apresentavam danças, poesias e adoravam ver a fogueira queimar aos pouquinhos, pois era bem grande.
Durante a festa realizavam brincadeiras como da "prisão" onde a pessoa ficava presa até alguém saltá-lo e também o correio do amor, onde podia mandar recadinhos para meninos e meninas.
"Esta noite eu tive um sonho, São João me apareceu, e me disse tão risonho eis um recadinho meu: Está na hora criançada de meu dia festejar mas eu peço a meninada bombas, nem balões soltar".
Pais: Cristiane e Zelmir Lodi
Aluna: Gabriela Lodi.
Que saudades! "Catar pinhão", ajudar a preparar os doces, e a "nona" fazia um doce de gila delicioso.
Roupas rasgadas, remendadas, "maquiage caipira".
Muita festa e alegria.
E agora viver e reviver com os filhos, além da melancolia da infância a alegria de ver o filho amado também "curtindo" experenciando essa tradição que é a festa junina.
Boa festança cumpadre e cumadri.
Pais: Ivania e Ivanir Pitton.
Aluno: Mateus Pitton.
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